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Problem!?

Não importa o quanto fuja, grite, esperneie ou reclame, um problema jamais será resolvido enquanto não for encarado de frente. O ser humano tem esse costume estúpido de "interiorizar", se é que posso assim dizer, aquilo que o incomoda, que gera desconforto, medo, enfim, essas situações que o tiram de sua zona de conforto e o arremessam a uma zona de guerra.  É verdade que, na maioria dos casos, esse 'evitar falar sobre', esse 'interiorizar' é uma forma de defesa, mas todos sabem que não adianta adiar uma conversa ou o pensar na possível resolução de um conflito, afinal, uma linha embolada não se desembaraça sozinha: é necessário paciência e trabalho para desenrolá-la.  É interessante como existe sempre coragem para realizar certos atos, mas falta maturidade para lidar com as consequências dos mesmos. Mais ainda como as pessoas ignoram a racionalidade e não sabem utilizá-la, ou melhor, não querem.  Eu entendo que existem situações difíceis, complicadas e delica...

Ser feliz.

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Chega um certo ponto da vida em que você percebe que reclamar, choramingar e criticar não acrescentam nada, não resolvem problemas e nos mantém estagnados na mesma mediocridade de sempre. Certo ponto da vida onde você percebe que a sua família, mesmo não sendo perfeita e cheia de loucuras e esquisitices é a SUA família, que te ama e estará ao seu lado sempre e pra sempre, não importa o quanto você erre, sofra, perca ou, até mesmo, seja cruel com eles, os mesmos serão sempre seu suporte e apoio em qualquer momento. Então, reparando e analisando o que já se passou, você nota que, paralela ou tangencialmente, criou uma outra família, aquela a quem chamamos de amigos, a que Deus nos permitiu escolher e nos permitiu encontrar em certo ponto da vida, cada um a seu tempo, que partilhou e te acompanhou em sua caminhada, dividindo histórias, acrescentando linhas e palavras as páginas em branco desse livro chamado VIDA. Essa segunda família, como muitos chamam, pode ser grande, composta por deze...

Entre o viver e o existir

   Não há dúvidas de que a vida é uma graça e um presente do qual Deus - para os que acreditam e mesmo os que não acreditam, Ele continuará existindo - nos permitiu desfrutar. Como canta Rogério Flausino em "Do seu lado": "viver é uma arte, é um ofício só que precisa cuidado". E muito cuidado. Oscar Wilde ainda afirma que "viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe".   Muitas são as teorias, textos, livros e frases que falam sobre a vida, sua grandeza, magnitude e formosura, mas todos sabemos que além disso, viver pode ser mais complicado ou simples do que parece. Mas o que procuro tratar aqui não é definir o que é a vida, solucionar problemas, dizer como deve ser tratada, mas menos do que tudo isso, meu objetivo é expressar uma opinião.   Não é segredo e nem uma dúvida de que a nossa sociedade é inflingida e dirigida por regras. As leis são antigas, existentes desde a época da Antiga Grécia, anterior até mesmo ao advento da ...

Aprendendo a aprender

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 Estava sentada a toa no parque em uma tarde ensolarada de domingo, assistindo a passagem da vida em suas várias formas, tamanhos, cores e idades. Pessoas que se cruzavam e cumprimentavam mesmo sem se conhecer, crianças brincando, idosos passeando, casais namorando. Analisando e apreciando a paisagem com a paciência e admiração que a vida me ensinara, avistei um jovem casal com o que presumi ser seu primeiro filho, que aparentava não ter mais do que um ano de idade. Demorei-me em estudá-los e algo me chamou a atenção. Algo que muitos teorizam sobre e eu acredito que realmente deva existir mas nunca havia dado importância. Ambos brincavam com o pequenino, entre eles, sorriam, seguravam a criança pelas duas mãos enquanto esta ainda aprendia a dar seus primeiros passos. Em toda essa cena pude perceber uma leve diferença entre as atividades de ser pai exercidas por cada jovem. Ela, mulher, mãe, segurava seu filho com leveza e segurança, como se já estivesse programada - e a ciência a...

O que dizer.

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Só tem o direito de opinar sobre uma experiência quem já passou por ela. Ou ao menos deveria ser assim. Queremos sempre dar uma opinião e tomar partido sobre um assunto sem, na maioria das vezes, tê-lo presenciado de alguma forma para saber como realmente é. Há várias maneiras de se olhar para uma situação e, dependendo do ponto de vista que você escolher, adquirirá determinado sentimento e pensamento sobre aquilo. Mas a verdade é que deveríamos considerar a maior quantidade de pontos possíveis e, assim, talvez fosse mais fácil manter uma postura relativamente neutra sobre aquilo. Quem sabe. Já estive dos dois lados da história, em situações e com pessoas diferentes, mas lados indiscutivelmente opostos, assim como o feio é antagônico ao belo, o chato ao legal, o longe ao perto... A verdade é que sempre justifiquei minhas atitudes olhando apenas para o meu lado, que até então parecia o correto, e para mim, de fato o era. Mas com que direito ou sabedoria o fiz, já que não conhecia as i...

Saudade.

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Por muitas vezes peguei uma folha e caneta afim de escreve algo interessante, qualquer que fosse o assunto. Na verdade, um tema eu já tinha definido: eu e você. Mas por mais que eu tentasse, as palavras fugiam do pensamento antes que eu pudesse transpo-la ao papel. Não por falta do que dizer ou de criatividade, mas por nada parecer suficiente para expressar os sentimentos. O universo das palavras, tão vasto e ao mesmo tempo, tão limitado. Talvez seja eu quem o limite. A verdade é que meu mundo desabou de uma vez quando te vi partir. Não quis admitir, aliás, eu sempre fui - ou ao menos tentei e tento - ser tão forte quanto você. Como você faz? Como consegue carregar tantas coisas sozinha e ainda preencher a vida dos outros com felicidade? Eu tento tentado, e talvez conseguido com algum êxito, mas a verdade é que eu acho que jamais superarei a falta que você me faz. No dia - a - dia, nas horas, nos minutos. Sua voz, seus abraços, carinhos, beijos, encorajamento... É difícil caminhar se...

Loucura.

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O sol se levanta alegre no horizonte e o alarme do despertador soa acordando todos os inquilinos da casa. Ela não é grande, ou espaçosa ou bem arquitetada, mas serve como abrigo. A mãe acorda o filho para mais um dia de aula e prepara o café. A criança sai para a escola e a mãe vai para o trabalho, pensando nas tarefas do dia e o planejando mentalmente durante o trajeto. Na escola, as aulas correm normalmente, é uma manhã de quinta-feira rotineira, onde os professores exercem com paciência o desafio de ensinar e os alunos impacientemente recebem - ou ao menos fingem receber - todo aquele conhecimento. Seria apenas mais um dia comum se um barulho estranho não tivesse disseminado pânico e dor por aquela escola. Logo pela manhã, barulhos de tiro interrompem a concentração de alunos e professores. O caos se espalha por todo os estabelecimento e o quietude é imediatamente trocada por agitação. É possível ouvir o grito das crianças, "Por favor, me deixa viver, me deixa ir embora...