segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ser feliz.

Chega um certo ponto da vida em que você percebe que reclamar, choramingar e criticar não acrescentam nada, não resolvem problemas e nos mantém estagnados na mesma mediocridade de sempre. Certo ponto da vida onde você percebe que a sua família, mesmo não sendo perfeita e cheia de loucuras e esquisitices é a SUA família, que te ama e estará ao seu lado sempre e pra sempre, não importa o quanto você erre, sofra, perca ou, até mesmo, seja cruel com eles, os mesmos serão sempre seu suporte e apoio em qualquer momento. Então, reparando e analisando o que já se passou, você nota que, paralela ou tangencialmente, criou uma outra família, aquela a quem chamamos de amigos, a que Deus nos permitiu escolher e nos permitiu encontrar em certo ponto da vida, cada um a seu tempo, que partilhou e te acompanhou em sua caminhada, dividindo histórias, acrescentando linhas e palavras as páginas em branco desse livro chamado VIDA. Essa segunda família, como muitos chamam, pode ser grande, composta por dezenas, ou pequena, integrada por alguns, mas pessoas que você sabe: estarão também sempre ao seu lado, não importa o que aconteça. Todo mundo tem pelo menos UM(A) amigo(a) que pode confiar, contar e que considera "da família". Alguém por quem você luta, chora, sorri, briga quando necessário e que não trocaria por qualquer outra pessoa ou coisa. Da mesma forma, essas pessoas sabem que não existe nada tão precioso quanto uma amizade desse gênero: sincera, verdadeira.
Tomando consciência desses detalhes, você percebe que somos muito mais felizes quando damos valor a eles, cuidamos e aprendemos a amar cada pessoa como ser humano, e não como objetos ou robôs que deveriam agir de acordo com o que achamos corretos. Quando passamos a ser tolerantes com seus erros e defeitos, reconhecendo que somos tão falhos e humanos quanto eles.
Por fim você entende que, assim como tudo na vida, ser feliz é uma questão de escolha! Então chega de reclamações e críticas sem objetivo e fundamentos, é hora de mudar o prumo, mudar o foco e agradecer. A Deus, primeiramente por sua misericórdia e bondade conosco, apesar de nossas falhas e erros. Pelas pessoas que colocou em nossa vida, através das quais tem nos cuidado e sustentado. Pela família que, grande ou pequena, nos acompanha e acolhe. Em seguida, a esses familiares, amigos e todos aqueles que cruzam nosso caminho e deixam algo de valioso nele, já que ninguém passa pela nossa vida sem deixar sua marca. Não existe uma situação sequer, seja ela boa ou ruim, da qual não possamos retirar uma lição, com a qual não possamos crescer... Cabe a nós decidir como lidaremos como ela. Há quem discorde e afirme que ser feliz não é bem uma questão de escolha e que não é tão simples assim... Talvez não seja, mas não tem como discordar que a maneira como cada um escolhe enxergar a vida e enfrentar seus processos é um fator de peso nessa caminhada.

sábado, 8 de outubro de 2011

Entre o viver e o existir

   Não há dúvidas de que a vida é uma graça e um presente do qual Deus - para os que acreditam e mesmo os que não acreditam, Ele continuará existindo - nos permitiu desfrutar. Como canta Rogério Flausino em "Do seu lado": "viver é uma arte, é um ofício só que precisa cuidado". E muito cuidado. Oscar Wilde ainda afirma que "viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe".
  Muitas são as teorias, textos, livros e frases que falam sobre a vida, sua grandeza, magnitude e formosura, mas todos sabemos que além disso, viver pode ser mais complicado ou simples do que parece. Mas o que procuro tratar aqui não é definir o que é a vida, solucionar problemas, dizer como deve ser tratada, mas menos do que tudo isso, meu objetivo é expressar uma opinião.
  Não é segredo e nem uma dúvida de que a nossa sociedade é inflingida e dirigida por regras. As leis são antigas, existentes desde a época da Antiga Grécia, anterior até mesmo ao advento da escrita. Mesmo os animais mais primitivos sempre demonstraram uma organização e hierarquia. Isso porque para haver convívio em grupo e, posteriormente, social, é necessário determinar certos padrões e caminhos a serem seguidos de forma a evitar conflitos. Sendo assim, desde a formação dos primeiros grupos até os dias de hoje, somos bombeardos e rodeados por milhares de regras que foram sendo redigidas, impostas, criadas e aprimoradas com o passar da existência humana. São de classe moral, formal, de etiqueta, de convívio, de obrigação...  por aí vai.
   A questão é que são tantas as normas que devemos seguir, que chega um momento em que nos questionamos, revoltamos e stressamos diante das situações. Tudo porque apesar de organizarem o convívio social, essas imposições não excluem os sentimentos e vontades que guardamos em cada um de nós. A sociedade em que vivemos que o diga: somos apresentados a milhares de informações simultaneamente e a variedade de opções com a qual nos defrontamos nos levam, muitas vezes, a um debate entre o poder e o querer, gerando confusão e a existência (existência, invenção ou descoberta?) de síndromes e doenças psicológicas em um número cada vez maior. Muitas são as teorias que a psicologia, neurologia e a biologia inventam e buscam para explicar esses fenômenos e resolvê-los.
  Mas não é o que pretendo abordar, e sim até onde estamos vivendo, agindo como seres ativos na construção da nossa caminhada e até onde estamos apenas existindo, reproduzindo normas, verdades e pensamentos que nos foram impostos.
  Não estou dizendo que não devam existir leis e regras, mas que elas não devem, em todos os casos, ser uma obrigação. É claro que não há contra argumento para uma lei que penaliza um caso de homicídio. Mas o que quero dizer é que se queremos seguir certos princípios e adotar certas morais precisamos ao menos saber porquê fazê-lo, quais são nossas razões, caso contrário, tudo se perde em uma ação de obrigatoriedade sem sentido e que, hora ou outra, nos leva a loucura.
  Não defendo também que devemos fazer tudo o que queremos, a todo momento, toda hora, caso contrário nós mesmos poderíamos causar nossa própria morte ou a de outros. Apenas digo que conheçamos nossos motivos para evitar certas coisas, sem que façamos isso por outra pessoa, ou uma instituição, ou grupo, apenas porque nos é imposto.

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Aprendendo a aprender

 Estava sentada a toa no parque em uma tarde ensolarada de domingo, assistindo a passagem da vida em suas várias formas, tamanhos, cores e idades. Pessoas que se cruzavam e cumprimentavam mesmo sem se conhecer, crianças brincando, idosos passeando, casais namorando.
Analisando e apreciando a paisagem com a paciência e admiração que a vida me ensinara, avistei um jovem casal com o que presumi ser seu primeiro filho, que aparentava não ter mais do que um ano de idade. Demorei-me em estudá-los e algo me chamou a atenção. Algo que muitos teorizam sobre e eu acredito que realmente deva existir mas nunca havia dado importância.
Ambos brincavam com o pequenino, entre eles, sorriam, seguravam a criança pelas duas mãos enquanto esta ainda aprendia a dar seus primeiros passos. Em toda essa cena pude perceber uma leve diferença entre as atividades de ser pai exercidas por cada jovem. Ela, mulher, mãe, segurava seu filho com leveza e segurança, como se já estivesse programada - e a ciência afirma que sim - para exercer essa atividade, quase com um dom. Como se ela tivesse sido preparada - e talvez o fosse mesmo - para aquilo sua vida toda. Já ele, homem, pai parecia exercer essa proeza com o mesmo amor, mas com uma certa dificuldade. Um certo pensar sobre os atos, uma certa preocupação excessiva com cada passo, um segurar meio desajeitado.
Pensei então no quanto, por muitas vezes, os pais, seres humanos do sexo masculino, não são devidamente valorizados. Muitos falam sobre o dom e a magia em ser mãe, os sentimentos que as mulheres carregam entre si e de fato, concordo que tudo isso é muito lindo e interessante, mas ninguém para pra perceber no quão magnífico é a mudança que uma criança gera em um homem e na maneira como este se esforça e adapta de forma a exercer com a maior perfeição e destreza possível esse desafio de ser PAI. (...)

terça-feira, 21 de junho de 2011

O que dizer.

Só tem o direito de opinar sobre uma experiência quem já passou por ela. Ou ao menos deveria ser assim. Queremos sempre dar uma opinião e tomar partido sobre um assunto sem, na maioria das vezes, tê-lo presenciado de alguma forma para saber como realmente é.
Há várias maneiras de se olhar para uma situação e, dependendo do ponto de vista que você escolher, adquirirá determinado sentimento e pensamento sobre aquilo. Mas a verdade é que deveríamos considerar a maior quantidade de pontos possíveis e, assim, talvez fosse mais fácil manter uma postura relativamente neutra sobre aquilo. Quem sabe.
Já estive dos dois lados da história, em situações e com pessoas diferentes, mas lados indiscutivelmente opostos, assim como o feio é antagônico ao belo, o chato ao legal, o longe ao perto... A verdade é que sempre justifiquei minhas atitudes olhando apenas para o meu lado, que até então parecia o correto, e para mim, de fato o era. Mas com que direito ou sabedoria o fiz, já que não conhecia as implicações e consequências do outro? Olhando assim é fácil constatar que nós realmente só conhecemos ou chegamos perto do pensamento e sentimento de alguém que passa por uma determinada situação quando nos colocamos no lugar dela.
Já fui a boa e já fui a má, já fui a chata e a legal, a consciente e a louca... Já representei tantos papéis na opinião dos outros, e já perdi muitas coisas e pessoas com isso.
A vida é feita de escolhas. Nunca paramos para analisar o que esta implícito nessa frase, mas toda escolha implica em abraçar uma causa e abrir mão de outra, perde em um lado para ganhar do outro. E assim como qualquer outra ação, ela tem suas consequências com as quais, direta ou indiretamente, você terá que lidar pelo resto da vida.
Quem obedece todas as regras perde o divertido da vida, é o que dizem por aí, mas quem quebra todas também sofrerá as consequências, que nem sempre trarão boas lembranças ou recordações. Além de você, é necessário pensar no outro. Não importa apenas o que você sente, quer ou pensa, mas o que o outro sente, quer e pensa.  Não há decisões piores do aquelas tomadas com base exclusiva no individualismo, nesse caso, as consequências podem, em sua maioria, ser muito mais devastadoras.
Precisamos ser mais aptos no ouvir do que no falar, no pensar do que no agir, e não o contrário, como é o costume de muitos. Em determinados momentos o silêncio é mais bem-vindo do que uma palavra de sinceridade.
Você tem o direito de ser feliz. Mas seu direito termina onde começa o do outro.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Saudade.

Por muitas vezes peguei uma folha e caneta afim de escreve algo interessante, qualquer que fosse o assunto. Na verdade, um tema eu já tinha definido: eu e você. Mas por mais que eu tentasse, as palavras fugiam do pensamento antes que eu pudesse transpo-la ao papel. Não por falta do que dizer ou de criatividade, mas por nada parecer suficiente para expressar os sentimentos. O universo das palavras, tão vasto e ao mesmo tempo, tão limitado. Talvez seja eu quem o limite.

A verdade é que meu mundo desabou de uma vez quando te vi partir. Não quis admitir, aliás, eu sempre fui - ou ao menos tentei e tento - ser tão forte quanto você. Como você faz? Como consegue carregar tantas coisas sozinha e ainda preencher a vida dos outros com felicidade? Eu tento tentado, e talvez conseguido com algum êxito, mas a verdade é que eu acho que jamais superarei a falta que você me faz. No dia - a - dia, nas horas, nos minutos. Sua voz, seus abraços, carinhos, beijos, encorajamento... É difícil caminhar sem sua companhia.

Eu te amo e sinto sua falta muito mais do que consigo expressar e muitas vezes do que eu mesma sei. É consequência do meu mal costume em jogar tudo pra dentro e viver como se não existisse. Mas a verdade é que nós só resolvemos um problema quando o enfrentamos, não é mesmo? Eu devia saber disso...

Você é meu exemplo e eu sei que tenho muito mais de você do que apenas a aparência física. Aprendi a maioria das coisas que sei com você e continuo aprendendo, mesmo longe. Espero ser um dia um pouco da grande mulher que você é.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Loucura.

O sol se levanta alegre no horizonte e o alarme do despertador soa acordando todos os inquilinos da casa. Ela não é grande, ou espaçosa ou bem arquitetada, mas serve como abrigo. A mãe acorda o filho para mais um dia de aula e prepara o café.
A criança sai para a escola e a mãe vai para o trabalho, pensando nas tarefas do dia e o planejando mentalmente durante o trajeto.
Na escola, as aulas correm normalmente, é uma manhã de quinta-feira rotineira, onde os professores exercem com paciência o desafio de ensinar e os alunos impacientemente recebem - ou ao menos fingem receber - todo aquele conhecimento. Seria apenas mais um dia comum se um barulho estranho não tivesse disseminado pânico e dor por aquela escola.
Logo pela manhã, barulhos de tiro interrompem a concentração de alunos e professores. O caos se espalha por todo os estabelecimento e o quietude é imediatamente trocada por agitação. É possível ouvir o grito das crianças, "Por favor, me deixa viver, me deixa ir embora" algumas imploram, outras tentam correr para salvar as suas vidas, professores e coordenadores tentando protegê-lás, barulhos de carteiras sendo arrastadas e mais gritos. A movimentação é geral e algum tempo depois a polícia chega ao local procurando resolver tudo o mais rápido possível. O autor do crime está morto - por livre e espôntanea vontade.
O desespero é geral, lágrimas tomam conta da multidão: pais procurando por seus filhos, curiosos e outros que pararam para prestar sua solidariedade. Outros espectadores acompanham a notícia pelos jornais, esperando pelo desfecho, que consiste em 13 mortos, incluindo o assassino. Dentre eles, 9 meninos e 3 meninas.
A pergunta que ecoa na cabeça das pessoas é: por que ele fez isso?
Alguns dirão que é vingança pelo bullying sofrido, outros dirão que é algum tipo de distúrbio psicótico, outros que é falta de bom senso... A verdade é que a única pessoa que saberá disso é Deus, já que o escritor dessa história não está lá para esclarecê-lá.
Mas a questão é que não é um acontecimento isolado: casos como este ja aconteceram em outras partes do mundo. Espero apenas que não nos conformemos com isso, mas façamos algo a respeito. Paremos para pensar no modo como tratamos as pessoas e como isso pode afetar a vida dela e de tantas outras.
Minha solidariedade vai para as vítimas do Rio e seus familiares.

quarta-feira, 23 de março de 2011

E daí?

E daí se eu esqueci de crescer? Se eu acredito na bondade, se adoro filmes onde no final prevalece a felicidade? E daí se eu tenho um mundo imaginário onde tudo acontece como, quando e onde eu quero? Se contrario toda a maldade e vejo tudo mais belo?
Vivo em um mundo onde a felicidade é utopia, ter valores é careta e bondade é burrice. Onde quem manda é o dinheiro e igualdade é slogan de campanha eleitoral. Um mundo onde se conformar é sinônimo de ser esperto e o esporte é a "malandragem". Um mundo onde quem estuda sofre bullying e quem arrisca a própria vida pra ficar famoso é herói. Um mundo em que as pessoas fazem tudo por dinheiro, status e fama; onde falar mal dos outros dá ibope e morrer de fome é natural. Um mundo onde a coragem está em extinção e ousadia se confunde com rebeldia; onde acabar com a própria privacidade é legal e reinvindica-lá é chatice.
Me desculpe então se eu não ligo, se eu não te sigo, se eu imagino. É realmente difícil dizer não, andar de encontro a olhares de reprovação, mas é preciso isso se você não quiser ser só mais um na população. Não vivo em um mundo perfeito mas nem por isso vou deixar de ser feliz.
De toda a privacidade invadida, uma JAMAIS alcançarão: o que eu penso, o que eu desejo, o que eu planejo.
E daí se me acham ingênua? E daí se me acham louca? Se eu me importasse perderia tempo demais me preocupando e existem coisas mais importantes acontecendo. Eles nunca se cansarão de julgar e eu nunca me cansarei de fazer tudo diferente.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Desabafo


Existem momentos na vida em que tudo vai bem e não há do que reclamar. Cada dia nasce com uma nova agradável surpresa e a preocupação é pequena. Existem outros momentos, no entanto, que não são tão belos assim. As escolhas ficam mais complicadas, as conversas mais delicadas e tudo o que você disser poderá - e será - usado, em algum momento, contra você.
Nessas horas da vontade de "chutar o balde", dizer tudo o que você pensa/sente/acredita/quer e deixar que os outros se resolvam com os sentimentos deles. Ainda mais quando te tiram uma de suas paixões e não te permitem exercê-lá sem que alguém se sinta ofendido.
Pra ser bem sincera eu estou bem cansada disso: ser vigiada e julgada em cada passo que eu dou, em cada palavra que eu digo... Sinto como se todo mundo estivesse apenas esperando eu cometer algum deslize pra apontar e dizer: "eu te disse". Como se eu não pudesse ter minhas vontades, expressar o que eu penso ou ter o direito de errar. Como se o mais importante fosse estar certo e não ajudar.
Eu não sou perfeita - muito longe disso - vivo errando e aprendendo. Tenho amor a minha vida e mais ainda a Deus, o único motivo pelo qual eu não jogo tudo fora, o único motivo pelo qual eu sou quem sou e continuarei sendo.
Me desculpem, mas eu também sou humana, tenho sentimentos e preciso, de algum jeito, colocar isso pra fora. Não quero compreensão, explicações, desculpas, opiniões... Apenas dizer isso.

sábado, 8 de janeiro de 2011

It's time to move on!

  Já reclamei muito nessa vida: de frio, de sede, de fome, de desânimo, de tristeza... mas principalmente do que poderia ser e não foi. Sempre reclamei de decisões que tomei e dizia que, se pudesse, voltaria e faria tudo diferente. O passado me atormentava com todo seu mistério do caminho desconhecido e o talvez incendiava meus pensamentos. Amigos que deixei, amores que vivi, brigas que causei, abraços que eu não dei, palavras que escondi... Até alguns dias atrás tudo isso vinha a tona e me deixava inquieta, ansiosa e irritada. Esbarrar com certas pessoas na rua era quase um sacrifício: o medo e a vergonha que não foram superados. Por mais que eu lutasse, certos nomes sempre me faziam recordar coisas que eu tentava esquecer. Queria um futuro mas mal conseguia viver meu presente.
 Um dia me dei conta de que tudo isso é bobagem! O grande amor passou, a amizade foi boa enquanto durou, as palavras não eram necessárias e a minha ligação com aquelas pessoas não passava de uma simples história, ótimas histórias. E daí se poderia ter durado? Se poderia ainda estar acontecendo? Não foi! E não por uma decisão (exclusivamente) minha, mas de todos os outros. Não matei, não roubei... e mesmo se o tivesse feito, não importa a pessoa que fui e sim quem eu SOU.
 "E" e "se" são duas palavras que quando sozinhas talvez não tenham grande impacto, mas quando colocadas uma ao lado da outra provocam o início de uma frase (na maioria das vezes) desnecessária. Eu simplismente me cansei delas e vou mantê-las distante o máximo que puder. Vou viver o presente, cada dia com suas surpresas e o passado... bom, já passou! :)