sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Amar?

Estamos rodeados por ideologias e frases que discorrem sobre o amor e a necessidade de amar: ame os animais, ame o próximo, ame a si mesmo, ame seu vizinho, o passarinho, a árvore. Mas, o que é o amor? Todo ser humano, ao menos uma vez na vida, já deve ter se deparado com esse questionamento e, acredito eu, cada um criando seus próprios significados. Estes, por sua vez, são obviamente sempre baseados na experiência de vida individual, atribuindo a ele características do que aprendeu e foi absorvido. Como uma reles mortal, eu também tenho minha teoria sobre ele. Primeiramente, o amor não é uma coisa, não é estado de espírito, estado de humor. O amor não é circunstancial, não é dependente, não é avarento, não é sentimento que um dia desaparece. O amor é compartilhamento, é um querer bem acima de todas as coisas. O amor se alegra nas conquistas da pessoa amada, se entristece nas perdas e derrotas. Não porque você é legal, porque você é bom, porque você é altruísta: mas porque você ama. O amor transcende a abrangência do entendimento racional, vai além das forças físicas e, por vezes, emocionais. O amor não é dependente; sufocante; aprisionador. O amor, de fato, liberta. Não se ama PORQUE, se ama ALÉM DE. Se ama além dos defeitos, das brigas, da grosseria, das ofensas. No amor (re)conhecemos nossos limites e limitações, nossos caprichos, nossos desejos, vontades, egoísmo, defeitos, qualidades. Pelo amor descobrimos possuir uma força maior do que conhecíamos. O amor é ação, é escolher lutar, mesmo quando nossa razão nos diz pra desistir; é ter empatia, compaixão, colocar-se no lugar do outro; é dizer não quando necessário; corrigir o erro e se alegrar com as conquistas. Assim como nos definimos a nós mesmos através dos opostos, o amor se reconhece nas dificuldades. Tudo isso soa muito clichê, e exatamente por isso talvez as pessoas não compreendam. É na adversidade que se percebe o amor! É quando se presencia o sofrimento alheio, quando causar dor no outro dói em si mesmo. É quando a presença, as atitudes e o silêncio conseguem dizer mais do que um "eu te amo". Quando se ama, as vezes essas palavras não se fazem sempre necessárias, pois as ações dizem por si mesmo.

"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." 1 Coríntios 13:4-7
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Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

1 Coríntios 13:4-7
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

1 Coríntios 13:4-7
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

1 Coríntios 13:4-7
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

1 Coríntios 13:4-7

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pra sempre! (?)

O que é o "pra sempre" na brevidade e inconstância que é a vida? A gente vive com essa presunção de que somos donos de nós mesmos, da razão, do tempo e do mundo. Queremos controlar o clima, as emoções, os acontecimentos, a vida e o tempo. Quantas vezes falamos em "pra sempre", "nunca", "sempre", "todo tempo", "com certeza", "eu prometo" e depois, ao olhar pra trás, quantas dessas "certezas" não vimos ter desmoronado e se realizado no oposto do que fora idealizado? Não é que eu discorde das vontades, dos sonhos, dos planejamentos... Mas é essencial reconhecermos a condição dinâmica, inconstante e variável do ser humano e do mundo. Que "ter controle" sobre algo é uma expressão muito forte, ainda mais quando se fala sobre o futuro e relacionamentos... Talvez possamos controlar alguns impulsos, determinadas ações e um número limitado de variáveis, mas nem sempre poderemos prever as consequências do hoje... Ou simplesmente determinar como será o amanhã. Não exatamente. Talvez valorizássemos, cuidássemos e vivêssemos melhor o hoje, o aqui e o que e quem temos agora se compreendêssemos a brevidade que é a vida e a limitação de controle que temos sobre ela.