sexta-feira, 15 de abril de 2011

Loucura.

O sol se levanta alegre no horizonte e o alarme do despertador soa acordando todos os inquilinos da casa. Ela não é grande, ou espaçosa ou bem arquitetada, mas serve como abrigo. A mãe acorda o filho para mais um dia de aula e prepara o café.
A criança sai para a escola e a mãe vai para o trabalho, pensando nas tarefas do dia e o planejando mentalmente durante o trajeto.
Na escola, as aulas correm normalmente, é uma manhã de quinta-feira rotineira, onde os professores exercem com paciência o desafio de ensinar e os alunos impacientemente recebem - ou ao menos fingem receber - todo aquele conhecimento. Seria apenas mais um dia comum se um barulho estranho não tivesse disseminado pânico e dor por aquela escola.
Logo pela manhã, barulhos de tiro interrompem a concentração de alunos e professores. O caos se espalha por todo os estabelecimento e o quietude é imediatamente trocada por agitação. É possível ouvir o grito das crianças, "Por favor, me deixa viver, me deixa ir embora" algumas imploram, outras tentam correr para salvar as suas vidas, professores e coordenadores tentando protegê-lás, barulhos de carteiras sendo arrastadas e mais gritos. A movimentação é geral e algum tempo depois a polícia chega ao local procurando resolver tudo o mais rápido possível. O autor do crime está morto - por livre e espôntanea vontade.
O desespero é geral, lágrimas tomam conta da multidão: pais procurando por seus filhos, curiosos e outros que pararam para prestar sua solidariedade. Outros espectadores acompanham a notícia pelos jornais, esperando pelo desfecho, que consiste em 13 mortos, incluindo o assassino. Dentre eles, 9 meninos e 3 meninas.
A pergunta que ecoa na cabeça das pessoas é: por que ele fez isso?
Alguns dirão que é vingança pelo bullying sofrido, outros dirão que é algum tipo de distúrbio psicótico, outros que é falta de bom senso... A verdade é que a única pessoa que saberá disso é Deus, já que o escritor dessa história não está lá para esclarecê-lá.
Mas a questão é que não é um acontecimento isolado: casos como este ja aconteceram em outras partes do mundo. Espero apenas que não nos conformemos com isso, mas façamos algo a respeito. Paremos para pensar no modo como tratamos as pessoas e como isso pode afetar a vida dela e de tantas outras.
Minha solidariedade vai para as vítimas do Rio e seus familiares.

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