"But if we're strong enough to let it in we're strong enough to let it go" (Birdy) Eu vou confessar: tem dia que a saudade aperta, me puxa do chão e vira do avesso. E ela chega assim, sem dar sinais, sem avisar. Simplesmente aparece e se instala, sem se preocupar com convites formais ou o incomodo que pode causar. Vem mansinha, primeiro com as lembranças, reaviva as memórias e quando percebo, estamos juntas revendo as as fotos. Ah saudade, a presença da ausência de tudo aquilo que não pôde ficar. É o que resta das escolhas que fizemos pelo caminho. É o passado se fazendo presente, nos relembrando do quanto sabemos sobre o futuro: nada, e menos ainda. Ela é o atestado de uma experiência boa, mas passageira; de amores gostosos, mas evanescentes. Ela é o lembrete das incertezas do viver. E as vezes sussurra "só uma mensagem". As vezes pede "vamos voltar atrás". Em outras estremece "e agora?" Não sei. Mas me render não é uma op...
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