quarta-feira, 29 de setembro de 2010

As vezes ela não sabe bem ao certo para onde, como ou porque esta caminhando. Tem vontade de deixar tudo pra trás: todos os sonhos, vontades, desejos e amores. São momentos em que nada faz sentido, em que ser ou deixar de ser não faz a mínima diferença. Os esforços parecem  indiferentes e nesses momentos ela se pergunta se vale mesmo a pena. Se pergunta se faria falta, se alguém notaria ou sentiria o distanciamento. O sorriso ensaiado e automático esconde o amargo que a vida acrescentou. Ninguém sabe bem ao certo o peso que ela traz no coração: você não sabe, você não viu, você não perguntou. Ela esteve do seu lado tempo suficiente para que você conhecesse sua vida - e talvez pudesse ajudá-la - mas você não sabe nem o nome do meio daquela estranha. Não é do seu interesse, não faz diferença. 
Ela não exibe suas emoções, não chora na frente dos outros... os outros. Eles não aceitam pessoas fracas, se entediam com o problema alheio e por isso ela escondeu tudo debaixo de um lençol - o coração. Apesar de parecer uma ótima idéia, isso acrescentou detalhes a sua personalidade que não são bem-vindos, detalhes que ela nunca quis ter. Abandonar tudo parece ser a melhor idéia, uma pessoa isolada não possui muitas alegrias e não tem com quem compartilha-lás, mas também evita machucados. Infelizmente, a racionalidade e seus princípios não deixam. Suas palavras parecem não ter nexo e ensaiadas, mas dizem que para bom entendedor, meia palavra basta!  

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Eu não sei bem ao certo onde essa guerra começou, mas as vezes eu desejo que ela nunca tivesse acontecido. Digo as vezes pois os mesmos erros que levaram a isso também me ensinaram muitas coisas. Eu poderia desejar então aprender isso de outra forma, talvez fosse melhor... ou talvez não. Já disse e repito que ninguém sabe o que seria, cabe a nós apenas o presente. Nunca peguei minhas armas para ir a luta, não NESSA luta, ela é desnecessária, movida por ego, medo e erros. Ao contrário disso, tento encontrar o fim dela, de toda a maneira possível. É verdade que para isso muitas vezes vai ser preciso que eu me humilhe e abra mão dos meus sentimentos e algumas vontades, mas prefiro ser um perdedor humilde do que um ganhador orgulhoso.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

  Tenho uma professora que faz questão de sempre nos lembrar a importância de formar opinião. Vou confessar que me assustei um pouco, ou melhor, fiquei incomodada na primeira vez que tive aula com ela, . Não pela sua pessoa, mas pelo que ela disse: que precisamos sempre ter opinião ou ao menos ser informados. Isso me incomodou por dois motivos: primeiro porque eu sempre detestei essa idéia de que devemos estar sempre informados e ter que escolher um lado, segundo porque eu sabia que ela estava certa e eu apenas inventado desculpas para não fazê-lo. A busca pelo conhecimento só nos traz benefícios: ajuda na hora de fazer escolhas, proporciona uma maior possibilidade de assuntos, além de ser extremamente importante nos estudos e para o trabalho. Em um vestibular, por exemplo, é um ótimo aliado na redação. 
  Não estou dizendo que você deve enfiar a cara em livros e viver ali - outra porque, a menos que você seja uma máquina, não irá conseguir absorver tudo - mas que ao menos ler uma revista interessante (capricho, atrevida e cia não entram aqui, por favor), pesquisar aquele assunto que você não entende ou o significado de uma palavra podem fazer a diferença no seu dia-a-dia e, com certeza, pode mudar sua forma de pensar. Formar uma opinião não é acreditar em algo pro resto da sua vida, alguém pode te fazer mudar de idéia, mas você terá um motivo para fazer isso. 
  A essa professora, eu agradeço, não só por me ensinar a importância da opinião, mas também da crítica, da observação, da análise... coisas talvez 'pequenas', mas que além dos estudos, também fizeram a diferença na minha vida! :)