quinta-feira, 24 de maio de 2012

E a saudade?

E se alguém souber, responda-me por favor: e quando a paixão se esvai; o medo some e o ciúmes parte, mas deixa para trás a saudade? Talvez cuidássemos mais de nossos relacionamentos se soubessemos as consequências irreparáveis que certas decisões podem desencadear.
Eu confesso: eu te amo. Desejo sua presença no meu dia-a-dia; compartilhar momentos; sentimentos; acontecimentos. Desculpe-me a confusão: te quero pra sempre ao meu lado, mas não como está pensando. O amor é mais do que eros; tem a capacidade de assumir variadas formas e expressar-se como amigo, irmão, chegado, família.
Tenho por ti esse apreço imenso, esse desejo de querer bem - e com a distância - essa saudade de algo que falta. Falta sua risada, sua cara feia, suas brincadeiras, seu carinho, sua preocupação. Falta sua amizade, seu companheirismo, seu viver despreocupado.
É verdade que todos os relacionamentos deixam marcas. Alguns deixam traumas. O seu deixou saudade. Foi mais do que uma experiência, são mais do que lembranças. Foi crescimento; compartilhamento; solidificação. Nasceu; cresceu; evolui; caiu; Morreu. Mas criou frutos afetivos, laços que vão além de uma frustração; ultrapassou barreiras e se eternizou no carinho.
Tomo a liberdade de encaixar-te em meu círculo de amizades; em meu círculo de chegados; de "por quem vale a pena sofrer"; de "eu amo como minha família". Como um irmão.
Onde estiver, estarei orando por você, pelo seu bem, desejando verdadeira e incansavemente sua felicidade.
A vida nem sempre segue como queremos. Mas nos ensina como ninguém.
Sou grata por toda a caminhada que pude desfrutar ao seu lado, por todo o crescimento que pude ter com a nossa história, pelo privilégio de conhecer tão bem alguém tão especial.
"Maybe someday I'll see you again, and you'll look me in my eyes and call me your friend".

Nenhum comentário: